A intenção é resgatar as brincadeiras antigas, o cozinhar com crianças, a construção de brinquedos, cantigas de roda, músicas e histórias infantis para que todas as crianças possam ser crianças de verdade e não miniaturas de adultos!

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Pesquisa mostra que filhos de pais mais velhos têm mais mutações genéticas

  shutterstockQue a avançada idade da mãe pode aumentar as chances de problemas genéticos nos filhos, você já sabe. Mas uma pesquisa publicada este mês na revista científica Nature acaba de confirmar que o envelhecimento do pai também pode multiplicar as possibilidades de doenças provocadas por alterações desse tipo.
O estudo, feito pela empresa Islandesa de CODE Genetics, analisou o sequenciamento de genes de 78 famílias. Os pesquisadores identificaram as mutações que estavam presentes apenas nos filhos, o que significa que elas apareceram durante a produção do óvulo, do espermatozóide ou no momento da concepção. O que se confirmou é que pais mais velhos têm maior probabilidade de passar mutações para sua prole. Por exemplo, o filho de um homem de 36 anos herda o dobro de mutações em relação a um de 20. Se o pai tiver 70 anos, o número é oito vezes maior.
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Nem todas as mutações são prejudiciais, mas algumas das identificadas pela pesquisa podem estar relacionadas a doenças como autismo e esquizofrenia. O estudo não prova que pais mais velhos têm mais chance de transmitir mutações associadas a doenças, mas conforme aumentam as mutações em geral, o risco de que uma delas seja danosa também cresce.
Segundo Marcelo Briones, biólogo e chefe do Laboratório de Genômica e Biocomplexidade Evolutiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o fato de que machos mais velhos transmitem mais mutações já era conhecido. “A nova pesquisa é apenas uma demonstração em humanos de tudo aquilo que já tinha sido observado em animais”. A explicação para o fenômeno é simples: as mulheres nascem com um determinado número de óvulos, que começam a amadurecer na adolescência, enquanto os homens continuam renovando os espermatozóides a vida toda. Mas mesmo que eles sejam renovados, hoje se sabe que, quanto mais velho o indivíduo, maior o risco de aparecerem essas pequenas mutações.
E o que o autismo tem a ver com isso?  A questão é complexa porque o autismo não é uma condição que depende apenas de um gene. Porém, segundo Alysson Muotri, que estuda o assunto na Escola de Medicina da Universidade da California (EUA), outras evidências têm apontado resultados na mesma direção. "Essa carga extra de mutações relacionada à idade do pai aumentaria as chances de alterações em genes envolvidos no desenvolvimento do cérebro", diz. Briones, por outro lado, é mais cético . “A base genética do autismo ainda é controversa. O estudo também menciona esquizofrenia e inteligência reduzida, e para esses problemas também não há nada provado.” Outra crítica de Briones é sobre a sugestão que um dos autores faz no artigo, de que os casos de autismo estariam aumentando por conta do envelhecimento dos pais. “O aumento de casos pode muito bem estar relacionado ao aumento do diagnóstico.”
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Ok, enquanto você lê essa matéria passou pela sua cabeça a ideia de que os homens, assim como já acontece com as mulheres, vão ter que congelar esperma ainda jovens para garantir uma próxima geração saudável? Calma. Segundo Paulo Gallo, diretor-médico do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, essas são evidências iniciais, e ainda são necessários muitos estudos para pensar em qualquer mudança de conduta.
“Hoje esse procedimento geralmente é indicado para aquelas mulheres que já passaram dos 35 anos e ainda não definiram seus parceiros ou têm planos de engravidar mais tarde. Isso porque a partir dessa idade as chances de a mulher engravidar naturalmente declinam mais rápido. Mas fazer essa indicação também para os homens seria muito prematuro ainda.”
fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI317508-10511,00.html

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