A palavra pode até ter o mesmo significado, mas muda toda a entonação e é recebida com outros ouvidos quando ela é gentil. Instruir os pequenos desde cedo, faz com que eles criem o hábito de usá-las com frequência e tornam-se adultos mais agradáveis.
O Profeta Gentileza ensinava com insistência: em lugar de "muito obrigado", devemos dizer "agradecido" ou "muito grato" e, em vez de "por favor", devemos usar "por gentileza", porque ninguém é obrigado a nada, e devemos ser gentis uns com os outros e nos relacionar por amor, e não por favor.
Por tanto: Muito Grato e Por Gentileza
A intenção é resgatar as brincadeiras antigas, o cozinhar com crianças, a construção de brinquedos, cantigas de roda, músicas e histórias infantis para que todas as crianças possam ser crianças de verdade e não miniaturas de adultos!
Quase todo o material aqui postado, foi encontrado em ferramentas sociais da internet. Caso alguém sinta-se ofendido ou prejudicado com alguma de suas publicações aqui encontradas, por gentileza, comunica-me que a mesma será retirada ou terá os devidos créditos. Pois, não há intuito algum do uso má fé autoral, e sim de resgatar e expandir o universo infantil!
Embora adultos, temos uma criança dentro de nós. Então, se deliciem!
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Embora adultos, temos uma criança dentro de nós. Então, se deliciem!
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
O Doping das Crianças
O que o aumento do consumo da “droga da obediência”, usada para o tratamento do chamado Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, revela sobre a medicalização da educação?
A reportagem pode ser lida na integra em: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2013/02/o-doping-das-criancas.html
Um estudo divulgado na semana passada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deveria ter disparado um alarme dentro das casas e das escolas – e aberto um grande debate no país. A pesquisa mostra que, entre 2009 e 2011, o consumo do metilfenidato, medicamento comercializado no Brasil com os nomes Ritalina e Concerta, aumentou 75% entre crianças e adolescentes na faixa dos 6 aos 16 anos. A droga é usada para combater uma patologia controversa chamada de TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A pesquisa detectou ainda uma variação perturbadora no consumo do remédio: aumenta no segundo semestre do ano e diminui no período das férias escolares. Isso significa que há uma relação direta entre a escola e o uso de uma droga tarja preta, com atuação sobre o sistema nervoso central e criação de dependência física e psíquica. Uma observação: o metilfenidato é conhecido como “a droga da obediência”.
O boletim da Anvisa é uma indicação de que o uso abusivo do metilfenidato pode se tornar um problema de saúde pública no Brasil. A pesquisa é o ponto de partida para vários caminhos de investigação, inclusive jornalística. Por que Porto Alegre é a capital brasileira com maior consumo da droga? Por que o Distrito Federal é, entre as unidades da federação, a que registrou maior uso de metilfenidato? Por que Rondônia, entre os estados do norte, tem um consumo 13 vezes maior que o estado com menor consumo registrado? O que diferencia os médicos brasileiros, concentrados nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que mais prescrevem o medicamento no Brasil? E por que os três maiores prescritores, dois deles profissionais do Distrito Federal, são os mesmos nos três anos pesquisados? Em 2011, as famílias brasileiras gastaram R$ 28,5 milhões na compra da droga da obediência – R$ 778,75 por cada mil crianças e adolescentes com idade entre 6 e 16 anos. É preciso seguir as pistas e compreender o que está acontecendo.
A TDAH seria um transtorno neurológico do comportamento que atingiria de 8 a 12% das crianças no mundo. No Brasil, os índices são bastante discordantes, alcançando até 26,8% . Os sintomas considerados para o diagnóstico em crianças são: apresentar dificuldade para prestar atenção e passar muito tempo sonhando acordada; parecer não ouvir quando se fala diretamente com ela; distrair-se facilmente ao fazer tarefas ou ao brincar; esquecer as coisas; mover-se constantemente ou ser incapaz de permanecer sentada; falar excessivamente; demonstrar incapacidade de brincar calada; atuar e falar sem pensar; ter dificuldade para esperar sua vez; interromper a conversa de terceiros; demonstrar inquietação.
Um parêntese. A droga tem sido usada por jovens e adultos de todas as idades, na crença de que ela potencializaria a atenção e o rendimento. É difícil quem não conheça alguém que já usou o medicamento para fazer provas na escola ou na universidade, assim como em vestibulares e concursos. O uso é disseminado no ambiente profissional, utilizado por quem quer melhorar seu desempenho ou precisa terminar um trabalho em prazo curto. Também é popular entre aqueles que querem ficar “bombados” para uma balada. Alguns recorrem ao mercado ilegal, outros simulam os sintomas de TDAH nos consultórios médicos para conseguir a receita. Sobre esse tipo de consumo há unanimidade: é totalmente contraindicado.
Entre as considerações finais, os autores da pesquisa da Anvisa, Márcia Gonçalves de Oliveira e Daniel Marques Mota, afirmam:
- Os dados demonstram uma tendência de uso crescente no Brasil. No entanto, a pergunta que precisa ser respondida é se esse uso está sendo feito de forma segura, isto é, somente para as indicações aprovadas no registro do medicamento e para os pacientes corretos, na dosagem e períodos adequados. O uso do medicamento metilfenidato tem sido muito difundido nos últimos anos de forma, inclusive, equivocada, sendo utilizado como “droga da obediência” e como instrumento de melhoria do desempenho seja de crianças, adolescentes ou adultos. Em muitos países, como os Estados Unidos, o metilfenidato tem sido largamente utilizado entre adolescentes para melhorar o desempenho escolar e para moldar as crianças, afinal, é mais fácil modificá-las que ao ambiente. Na verdade, o medicamento deve funcionar como um adjuvante no estabelecimento do equilíbrio comportamental do indivíduo, aliado a outras medidas, como educacionais, sociais e psicológicas. Nesse sentido, recomenda-se proporcionar educação pública para diferentes segmentos da sociedade, sem discursos morais e sem atitudes punitivas, cuja principal finalidade seja a de contribuir com o desenvolvimento e a demonstração de alternativas práticas ao uso de medicamentos.
O boletim da Anvisa é uma indicação de que o uso abusivo do metilfenidato pode se tornar um problema de saúde pública no Brasil. A pesquisa é o ponto de partida para vários caminhos de investigação, inclusive jornalística. Por que Porto Alegre é a capital brasileira com maior consumo da droga? Por que o Distrito Federal é, entre as unidades da federação, a que registrou maior uso de metilfenidato? Por que Rondônia, entre os estados do norte, tem um consumo 13 vezes maior que o estado com menor consumo registrado? O que diferencia os médicos brasileiros, concentrados nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que mais prescrevem o medicamento no Brasil? E por que os três maiores prescritores, dois deles profissionais do Distrito Federal, são os mesmos nos três anos pesquisados? Em 2011, as famílias brasileiras gastaram R$ 28,5 milhões na compra da droga da obediência – R$ 778,75 por cada mil crianças e adolescentes com idade entre 6 e 16 anos. É preciso seguir as pistas e compreender o que está acontecendo.
A TDAH seria um transtorno neurológico do comportamento que atingiria de 8 a 12% das crianças no mundo. No Brasil, os índices são bastante discordantes, alcançando até 26,8% . Os sintomas considerados para o diagnóstico em crianças são: apresentar dificuldade para prestar atenção e passar muito tempo sonhando acordada; parecer não ouvir quando se fala diretamente com ela; distrair-se facilmente ao fazer tarefas ou ao brincar; esquecer as coisas; mover-se constantemente ou ser incapaz de permanecer sentada; falar excessivamente; demonstrar incapacidade de brincar calada; atuar e falar sem pensar; ter dificuldade para esperar sua vez; interromper a conversa de terceiros; demonstrar inquietação.
Um parêntese. A droga tem sido usada por jovens e adultos de todas as idades, na crença de que ela potencializaria a atenção e o rendimento. É difícil quem não conheça alguém que já usou o medicamento para fazer provas na escola ou na universidade, assim como em vestibulares e concursos. O uso é disseminado no ambiente profissional, utilizado por quem quer melhorar seu desempenho ou precisa terminar um trabalho em prazo curto. Também é popular entre aqueles que querem ficar “bombados” para uma balada. Alguns recorrem ao mercado ilegal, outros simulam os sintomas de TDAH nos consultórios médicos para conseguir a receita. Sobre esse tipo de consumo há unanimidade: é totalmente contraindicado.
Entre as considerações finais, os autores da pesquisa da Anvisa, Márcia Gonçalves de Oliveira e Daniel Marques Mota, afirmam:
- Os dados demonstram uma tendência de uso crescente no Brasil. No entanto, a pergunta que precisa ser respondida é se esse uso está sendo feito de forma segura, isto é, somente para as indicações aprovadas no registro do medicamento e para os pacientes corretos, na dosagem e períodos adequados. O uso do medicamento metilfenidato tem sido muito difundido nos últimos anos de forma, inclusive, equivocada, sendo utilizado como “droga da obediência” e como instrumento de melhoria do desempenho seja de crianças, adolescentes ou adultos. Em muitos países, como os Estados Unidos, o metilfenidato tem sido largamente utilizado entre adolescentes para melhorar o desempenho escolar e para moldar as crianças, afinal, é mais fácil modificá-las que ao ambiente. Na verdade, o medicamento deve funcionar como um adjuvante no estabelecimento do equilíbrio comportamental do indivíduo, aliado a outras medidas, como educacionais, sociais e psicológicas. Nesse sentido, recomenda-se proporcionar educação pública para diferentes segmentos da sociedade, sem discursos morais e sem atitudes punitivas, cuja principal finalidade seja a de contribuir com o desenvolvimento e a demonstração de alternativas práticas ao uso de medicamentos.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Brinquedos educativos não tem eficiência garantida
Brinquedos educativos não têm eficiência garantida
Materiais podem ajudar, mas brincar deve ser ação livre, dizem especialistas.
PorLeonardo Meira | Yahoo! Contributor Network – qua, 12 de set de 2012 10:01 BRT
Brinquedos educativos. (Foto: iStock)
Conjugar brincadeira, educação e desenvolvimento infantil é missão que se torna cada vez mais acessível. Um filão de mercado promete ser grande companheiro na jornada de pais, responsáveis e educadores na árdua tarefa de bem formar os pequenos: os brinquedos educativos.As opções são inúmeras e garantem auxiliar nos mais diversos aspectos, desde a coordenação motora e psicomotricidade até a verbalização e inteligência das crianças. Mas, será que esses brinquedos são mesmo eficientes?
"Não há nenhum modo de comprovar essa eficiência, tampouco um sistema rigoroso e unânime de classificação dos brinquedos educativos", sentencia a doutora em educação e mestre em psicologia educacional Tânia Ramos Fortuna, que também coordena o Programa de Extensão Universitária "Quem quer brincar?", da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Todo brinquedo tem potencial de ser educativo: como objeto lúdico, pode promover o desenvolvimento global ou em áreas específicas. Mas, no fundo, trata-se de uma grande "aposta".
"Por definição, o brincar é uma atividade incerta, imprevisível, sem outro fim a não ser ela mesma. Se isso, por um lado, pode ser bastante desanimador para pais, professores e mesmo fabricantes de brinquedos, desmotivando-os a usarem-nos para o ensino e a aprendizagem, por outro, é bastante estimulante para aqueles que reconhecem o caráter livre e imponderável da brincadeira", complementa Tânia.
A especialização excessiva dos brinquedos educativos está retirando o jogo de sua área natural e eliminando o prazer, a alegria e a gratuidade, elementos indispensáveis à conduta lúdica. É o que defende a pós-doutora em Educação e coordenadora do Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos (Labrimp) da Universidade de São Paulo (USP), Tizuko Morchida Kishimoto, no artigo O Brinquedo na Educação - Considerações Históricas.
"Se quisermos aproveitar o potencial do jogo como recurso para o desenvolvimento infantil, não poderemos contrariar sua natureza, que requer a busca do prazer, a alegria, a exploração livre e o não constrangimento", indica.
Brinquedo apenas é brinquedo por meio do ato de brincar. Por isso, até mesmo uma tampa de panela pode se transformar em um, enquanto o ursinho de pelúcia e o cubo não saem do status de decoração se ficarem apenas expostos na prateleira.
Enfim, o que ajuda mesmo é a ação de brincar unida ao estímulo dado à criança para que ela perceba livremente o conteúdo didático de determinado objeto lúdico.
A seguir, confira alguns brinquedos que podem servir de estímulo às crianças, desde que empregados de acordo com as orientações dadas anteriormente pelas especialistas.
Objetos de encaixe. (Foto: Thinkstock)OBJETOS DE ENCAIXE Estimulam a memória e a coordenação motora.
Brinquedos em forma de instrumento estimulam comunicação. (Foto: Thinkstock)INSTRUMENTOS MUSICAIS
Tambor, violão e outros são incentivo à verbalização e coordenação motora.
Miniaturas dão gás na imaginação e criatividade. (Foto: Thinkstock)
AMBIENTES EM MINIATURA
A casinha de boneca ou a escolinha dão dá um gás na imaginação e criatividade, pois o pequeno é levado a criar enredos e personagens, interpretando o mundo em que vivem. A criança também começa a entender seu papel social na família, por exemplo, e desenvolve noções de organização e higiene.
Teatro de fantoches estimula a criança a falar. (Foto: Thinkstock)
BONECOS
Estimulam a verbalização. O teatrinho de fantoches também estimula a comunicação, pois é o tipo de atividade por meio da qual a criança desenvolve sua capacidade de narrar os acontecimentos do dia a dia.
CONFIRA ARTIGOS ACADÊMICOS SOBRE O TEMA
- O direito de brincar - a contribuição da brincadeira para a promoção da inclusão e da transformação social
- Brincar é aprender: a brincadeira e a escola
- Criança, brinquedos e brincadeira: significando o contexto educativo
- Sala de aula é lugar de brincar?
- Escolarização e brincadeira na educação infantil
- Salas de aulas nas escolas infantis e o uso de brinquedos e materiais pedagógicos
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Dicas para melhorar a memória da criança
DICAS PARA MELHORAR A MEMÓRIA DA CRIANÇA
Atividade diária: Praticar jogos de xadrez, palavras cruzadas, exercícios simples como recordar fatos do dia-a-dia (o que comeu no almoço, o que leu no jornal do dia, o que ocorreu no último capítulo da novela, etc.) Aprender novas habilidades: computador, pintura, música, etc.
Cultivar a atenção: Ater-se aos fatos mais importantes dos que ocorreram durante o dia e procurar guarda-los; exercitar-se com objetos simples mantendo a concentração. (pegue um relógio, por exemplo, e procure concentrar-se no mesmo, observando suas características, etc); exercitar-se com um texto e procurar refletir somente sobre o mesmo (um poema, um salmo, etc).
Exercícios mnemônicos: Associar fatos a imagens e procurar guardá-los na memória. Imaginar um alimento suculento e imaginar todas as suas características a ponto de sentir prazer.
Alimentação: A boa alimentação é fundamental para a conservação da memória. Deve-se evitar excessos. Deve-se entender que uma boa alimentação é a bem balanceada entre proteínas, gorduras e açúcar, sendo rica em vitaminas. A tiamina, o ácido fólico e a vitamina B12 são importantes para o metabolismo dos neurotransmissores envolvidos no processo da memória, devendo ser utilizados de preferência produtos naturais. A água é muito importante, devendo se ter cuidado em manter-se a hidratação.
Psiquismo: Estar relaxado e emocionalmente bem, é fundamental para manter uma boa atenção de conservar a memória, a tensão e a ansiedade a prejudicam. A depressão dificulta muito o processo de memorização.
Atividade física: Os exercícios feitos regularmente trazem benefícios importantes para o processo de memorização. Uma simples caminhada diária é o suficiente.
Sono: O repouso cerebral é muito importante para se ter uma boa memória. Quem sofre de insônia tem sua memória prejudicada.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
A aprendizagem da leitura e da escrita
A aprendizagem da leitura e da escrita

Vários autores, estudiosos do processo de aquisição da leitura e
da escrita, concordam que ele se inicia muito antes do que geralmente se
imagina, quando a criança, mesmo sem frequentar a escola, começa a tomar contato
com materiais escritos, em casa, na rua, ou em qualquer lugar onde se
encontre.
Entre esses pesquisadores, uma autora argentina e também psicopedagoga chamada Emília Ferreiro contribuiu bastante para o entendimento de como ocorre o processo de aprendizagem da linguagem escrita. Segundo afirma, a criança pensa sobre a escrita, formulando hipóteses sobre ela, como maneira de compreender o que significa.
Essas hipóteses acontecem em todas as crianças e vão evoluindo desde a fase pré-silábica, na qual ainda não há intenção de representar através da escrita os aspectos sonoros da fala, até chegar ao padrão alfabético, que é aquele no qual a criança associa sons falados a letras escritas.
Dessa forma, quando a criança faz traços contínuos no papel e atribui-lhes significado (como, por exemplo, quando escreve “hjfgdklgjhergrqilurgsd” e lê O menino caiu), ela está escrevendo, ou seja, está fazendo uma atividade investigativa sobre a escrita, que será importante para que ela possa evoluir gradativamente em sua aprendizagem. Por isso, essas tentativas da criança não devem ser motivos de chacota, ao contrário, devem ser incentivadas e reforçadas.
Estímulo à aprendizagem
Durante a aprendizagem da escrita, a criança passa por várias fases até chegar à hipótese alfabética, na qual realiza uma análise sonora da palavra que vai escrever, fazendo corresponder a cada som de fala um caráter escrito. A produção escrita da criança torna-se legível para o adulto, embora não haja ainda o domínio das regras de ortografia, o que ocorre posteriormente, de forma gradativa. Também esse processo deve ser estimulado, através da apresentação de materiais escritos na escola e no ambiente familiar, já que trata-se de uma aquisição cultural, ou seja, que não ocorre apenas internamente na criança.
Nessa fase de escrita alfabética, as crianças podem escrever palavras como, por exemplo, “dinosauro” (dinossauro), “tatussinho” (tatuzinho) e “jacare” (jacaré). É necessário que estejam em contato com vários materiais escritos, através dos quais possam perceber as diferenças no padrão de escrita do idioma e compará-los com sua maneira de escrever para que adquiram a escrita ortográfica.
É importante ressaltar que podem ocorrer diferenças individuais quanto à idade em que as crianças passam por cada fase de evolução da escrita. Essas diferenças têm a ver também com o maior ou menor interesse e estimulação (principalmente da família) em relação à oferta de material significativo de leitura e escrita.
Contudo, é desejável que os pais observem a evolução de todo esse processo e estejam atentos a dificuldades específicas, que podem necessitar de ajuda profissional, principalmente quando a criança está em uma fase inicial do processo e a requisição escolar é de uma fase mais adiantada. Nesses casos é necessário diagnosticar os fatores que podem estar interferindo para, então, fazer com que a criança evolua e acompanhe o que é pedido para seu nível de escolaridade.
Como já foi citado, é importante que a criança possa ter acesso ao material escrito para que construa o conhecimento da linguagem escrita.
Leitura com prazer
A leitura, parte desse processo, também desenvolve-se de forma gradual, é um hábito a ser adquirido e deve ser fonte de prazer e não apresentada de forma obrigatória através de imposição ou cercada de castigos e ameaças.
Sua apresentação deve ocorrer o mais cedo possível na vida da criança, já no ambiente doméstico, através da família e dos pais. Estes são os primeiros incentivadores, promovendo a aproximação com a linguagem desde o momento em que cantam para os bebês, brincam com eles usando histórias, adivinhações, rimas e expressões folclóricas, ou folheiam livros e revistas buscando figuras conhecidas e perguntando sobre seus nomes.
A leitura reflete-se de forma significativa na escrita da criança (e do adulto também), na medida em que, ao ler, memorizamos as correspondências ortografia-som sem memorizar regras, e apreendemos também as exceções das mesmas, além de ampliarmos o vocabulário e o conhecimento das estruturas de diferentes textos, o que aumenta o repertório e reflete-se em uma escrita melhor.
Isso explica as diferenças quanto à apropriação da ortografia (saber, por exemplo, que a palavra “onça” deve ser escrita com “ç”, apesar do som de fala ser “s”). Escrever respeitando os padrões da língua é um processo gradual, mas depende muito da estimulação que a criança recebe quanto ao uso significativo (para ela) de material escrito.
Os adultos que participam da vida da criança têm papel fundamental no aprendizado da leitura e escrita. Por isso é importante que sejam modelos de leitura, que leiam freqüentemente para a criança e que introduzam a leitura em sua vida o mais cedo possível. Afinal, ler é um hábito a ser desenvolvido e, como todos os hábitos, só se instala se for realizado muitas vezes.
É fundamental entender que essa aprendizagem é gradativa, que devem ser respeitadas diferenças individuais e não se deve punir e criticar a criança por ela não estar lendo ou escrevendo como outra da mesma idade. Isso poderia atrapalhar o seu desenvolvimento, gerando nela sentimentos de insegurança e incapacidade.
Ao contrário, deve-se compreender que, quanto mais à criança associar a leitura e a escrita com atividades úteis e que lhe dêem prazer, maior será o seu desejo de aproximar-se delas, maior facilidade ela terá de aprendizado (afinal, aprende-se a ler e escrever lendo e escrevendo) e maiores chances ela terá de levar a leitura e a escrita como aliadas para toda a vida.
Dra. Tânia Regina Belo
Psicopedagoga e Fonoaudióloga
Telefone: (11) 6674-2015
Entre esses pesquisadores, uma autora argentina e também psicopedagoga chamada Emília Ferreiro contribuiu bastante para o entendimento de como ocorre o processo de aprendizagem da linguagem escrita. Segundo afirma, a criança pensa sobre a escrita, formulando hipóteses sobre ela, como maneira de compreender o que significa.
Essas hipóteses acontecem em todas as crianças e vão evoluindo desde a fase pré-silábica, na qual ainda não há intenção de representar através da escrita os aspectos sonoros da fala, até chegar ao padrão alfabético, que é aquele no qual a criança associa sons falados a letras escritas.
Dessa forma, quando a criança faz traços contínuos no papel e atribui-lhes significado (como, por exemplo, quando escreve “hjfgdklgjhergrqilurgsd” e lê O menino caiu), ela está escrevendo, ou seja, está fazendo uma atividade investigativa sobre a escrita, que será importante para que ela possa evoluir gradativamente em sua aprendizagem. Por isso, essas tentativas da criança não devem ser motivos de chacota, ao contrário, devem ser incentivadas e reforçadas.
Estímulo à aprendizagem
Durante a aprendizagem da escrita, a criança passa por várias fases até chegar à hipótese alfabética, na qual realiza uma análise sonora da palavra que vai escrever, fazendo corresponder a cada som de fala um caráter escrito. A produção escrita da criança torna-se legível para o adulto, embora não haja ainda o domínio das regras de ortografia, o que ocorre posteriormente, de forma gradativa. Também esse processo deve ser estimulado, através da apresentação de materiais escritos na escola e no ambiente familiar, já que trata-se de uma aquisição cultural, ou seja, que não ocorre apenas internamente na criança.
Nessa fase de escrita alfabética, as crianças podem escrever palavras como, por exemplo, “dinosauro” (dinossauro), “tatussinho” (tatuzinho) e “jacare” (jacaré). É necessário que estejam em contato com vários materiais escritos, através dos quais possam perceber as diferenças no padrão de escrita do idioma e compará-los com sua maneira de escrever para que adquiram a escrita ortográfica.
É importante ressaltar que podem ocorrer diferenças individuais quanto à idade em que as crianças passam por cada fase de evolução da escrita. Essas diferenças têm a ver também com o maior ou menor interesse e estimulação (principalmente da família) em relação à oferta de material significativo de leitura e escrita.
Contudo, é desejável que os pais observem a evolução de todo esse processo e estejam atentos a dificuldades específicas, que podem necessitar de ajuda profissional, principalmente quando a criança está em uma fase inicial do processo e a requisição escolar é de uma fase mais adiantada. Nesses casos é necessário diagnosticar os fatores que podem estar interferindo para, então, fazer com que a criança evolua e acompanhe o que é pedido para seu nível de escolaridade.
Como já foi citado, é importante que a criança possa ter acesso ao material escrito para que construa o conhecimento da linguagem escrita.
Leitura com prazer
A leitura, parte desse processo, também desenvolve-se de forma gradual, é um hábito a ser adquirido e deve ser fonte de prazer e não apresentada de forma obrigatória através de imposição ou cercada de castigos e ameaças.
Sua apresentação deve ocorrer o mais cedo possível na vida da criança, já no ambiente doméstico, através da família e dos pais. Estes são os primeiros incentivadores, promovendo a aproximação com a linguagem desde o momento em que cantam para os bebês, brincam com eles usando histórias, adivinhações, rimas e expressões folclóricas, ou folheiam livros e revistas buscando figuras conhecidas e perguntando sobre seus nomes.
A leitura reflete-se de forma significativa na escrita da criança (e do adulto também), na medida em que, ao ler, memorizamos as correspondências ortografia-som sem memorizar regras, e apreendemos também as exceções das mesmas, além de ampliarmos o vocabulário e o conhecimento das estruturas de diferentes textos, o que aumenta o repertório e reflete-se em uma escrita melhor.
Isso explica as diferenças quanto à apropriação da ortografia (saber, por exemplo, que a palavra “onça” deve ser escrita com “ç”, apesar do som de fala ser “s”). Escrever respeitando os padrões da língua é um processo gradual, mas depende muito da estimulação que a criança recebe quanto ao uso significativo (para ela) de material escrito.
Os adultos que participam da vida da criança têm papel fundamental no aprendizado da leitura e escrita. Por isso é importante que sejam modelos de leitura, que leiam freqüentemente para a criança e que introduzam a leitura em sua vida o mais cedo possível. Afinal, ler é um hábito a ser desenvolvido e, como todos os hábitos, só se instala se for realizado muitas vezes.
É fundamental entender que essa aprendizagem é gradativa, que devem ser respeitadas diferenças individuais e não se deve punir e criticar a criança por ela não estar lendo ou escrevendo como outra da mesma idade. Isso poderia atrapalhar o seu desenvolvimento, gerando nela sentimentos de insegurança e incapacidade.
Ao contrário, deve-se compreender que, quanto mais à criança associar a leitura e a escrita com atividades úteis e que lhe dêem prazer, maior será o seu desejo de aproximar-se delas, maior facilidade ela terá de aprendizado (afinal, aprende-se a ler e escrever lendo e escrevendo) e maiores chances ela terá de levar a leitura e a escrita como aliadas para toda a vida.
Dra. Tânia Regina Belo
Psicopedagoga e Fonoaudióloga
Telefone: (11) 6674-2015
como ajudar as crianças a aprender
Veja então a seguir, 15 Coisas Simples que qualquer Pai ou responsável
pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais.
U.S. Department of Education/Helping Your Child Get Ready For School series
Revisão: Site de Dicas.
- Escute-os e preste mais atenção aos seus problemas ou probleminhas;
- Leia com eles;
- Conte-lhes histórias da família;
- Limite seu tempo de ver televisão ou no computador;
- Tenha sempre livros e outros materiais de leitura espalhados pela
casa;
- Ajude-os a encontrar "aquelas palavras" no dicionário;
- Motive-os a usar e consultar uma Enciclopédia, ao invés de pegar tudo
pronto;
- Compartilhe suas histórias, Poemas e Canções favoritas com eles;
- Leve-os à Biblioteca para que tenham seu próprio cartão de acesso aos
livros;
- Leve-os aos Museus e Lugares Históricos, sempre que possível;
- Discuta as novidades do dia ou o que achar que é mais interessante
com eles;
- Explore as coisas junto com eles e aprenda sobre plantas, animais,
história e geografia, etc.;
- Ache um lugar sossegado para eles estudarem;
- Faça sempre uma revisão nas suas tarefas de casa;
- Mantenha sempre contato com seus professores.
U.S. Department of Education/Helping Your Child Get Ready For School series
Revisão: Site de Dicas.
Gostar de ler
Veja a seguir, As Nove Pequenas Coisas que os Pais, Avós, Professores e
outros parentes dispostos a ajudar, podem fazer para auxiliar as Crianças
a aprenderem e a criar gosto pela leitura.
- Leia em Voz Alta, para seu filho diariamente. Do nascimento até os
seis meses, ele provávelmente não vai entender nada do que você está lendo, mas
tudo bem assim mesmo.
A idéia é que ele fique familiarizado com o som de sua voz e se acostume a ver e a tocar em Livros.
- Para começar, use Livros Ilustrados sem textos ou com bem poucas
palavras. Aponte para as cores e figuras e diga seus nomes. Livros simples podem
ensinar a criança coisas que mais tarde vão ajudá-la a aprender a ler.
Por exemplo, ela aprenderá sobre a estrutura da linguagem - que existem espaços entre as palavras e que a escrita vai da esquerda para a direita.
- Conte Histórias. Encoraje sua criança a fazer perguntas e a falar
sobre a história que acabou de ouvir. Pergunte-lhe se pode adivinhar o que vai
acontecer em seguida conforme for contando a história, com os personagens ou
coisas da trama. Aponte para as coisas no livro que ela possa associar com o seu
dia a dia. "Veja este desenho de macaco. Você lembra do macaco que vimos no
Circo?"
- Procure por Programas de Leitura. Se você não for um bom leitor,
programas voluntários ou governamentais, na sua comunidade ou cidade, voltados
para o desenvolvimento da leitura, lhe darão a oportunidade de melhorar sua
própria leitura ou então ler para seu filho. Amigos e parentes podem também ler
para seu filho, e também pessoas voluntárias que na maioria dos centros
comunitários ou outras instituições estão disponíveis e gostam de fazer isso.
- Compre um Dicionário Infantil. Procure por um que tenha figuras ao
lado das palavras. Então começe a desenvolver o hábito de brincando com a
criança, provocá-la dizendo frases tais como: "Vamos descobrir o que isto
significa?"
- Faça com que Materiais de Escrever, tais como lápis, giz de cera,
lápis coloridos, canetas, etc, estejam sempre disponíveis e a vista de todos.
- Procure assistir programas Educativos na TV e Vídeo. Programas
infantis onde a criança possa se divertir, aprender o alfabeto e os sons de cada
letra.
- Visite com frequencia uma Biblioteca. Começe fazendo visitas semanais
à biblioteca ou livraria quando seu filho for ainda muito pequeno. Se possível
cuide para que ele tenha seu próprio cartão de acesso e empréstimo de livros.
Muitas bibliotecas permitem que crianças tenham seus próprios cartões
personalizados com seu nome impresso, caso ela queira, exigindo apenas que um
adulto seja o responsável e assine por ela.
- Leia você mesmo. O que você faz serve de exemplo para o seu filho.
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