A intenção é resgatar as brincadeiras antigas, o cozinhar com crianças, a construção de brinquedos, cantigas de roda, músicas e histórias infantis para que todas as crianças possam ser crianças de verdade e não miniaturas de adultos!

Quase todo o material aqui postado, foi encontrado em ferramentas sociais da internet. Caso alguém sinta-se ofendido ou prejudicado com alguma de suas publicações aqui encontradas, por gentileza, comunica-me que a mesma será retirada ou terá os devidos créditos. Pois, não há intuito algum do uso má fé autoral, e sim de resgatar e expandir o universo infantil!
Embora adultos, temos uma criança dentro de nós. Então, se deliciem!
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

dicas de livros infantis

Esse hábito torna-se prazeroso somente se for influênciado desde a infância.

 


 
Cadê juízo do menino?
 
Brincando com a metáfora de ‘perder um parafuso’, o autor conta a história de um menino que acordou um dia sem juízo. O livro é repleto de surpresas e ilustrações de qualidade.

Girafas não dançam
 
 
 

A história relata a experiência de uma girafa que se diverte ao dançar em um baile na selva. Foco de gargalhadas e chacotas dos amigos, ela decide escutar os conselhos do amigo grilo. O diferencial desta literatura são os pop-up, engenharia de papel que interage ainda mais as crianças com os livros.
 
Elefantes nunca esquecem
 

O enredo gira em torno de um elefante que ao se perder de sua manada começa a conviver com os búfalos. Certo dia ele encontra alguns elefantes e precisa escolher se continua a viver com os búfalos ou retorna para as suas origens.
 
O dariz
 
 
O livro conta a história de um nariz, que entupido, busca um lenço de papel. O autor faz com que a leitura em voz alta aconteça em quase todo o livro, assim a criança vai percebendo as pronúncias das palavras.
 
Quando nasce um monstro
 
 
 
Logo após o nascimento do monstro, o autor dispõe duas alternativas para os leitores. Conforme a história se passa, a impressão é que leitor pode escolher o desenrolar do livro.
 
Muleque de rua
 
 
 
 
As aventuras de João Pão, um menor abandonado. Relata a vida das criança nas ruas das grandes cidades brasileiras. Para crianças a partir de 10 anos de idade.
 
O colecionador de segredos
 
 
 
A lei do país onde Beto morava dizia que todos tinham de começar a colecionar alguma coisa quando completassem doze anos de idade, mas Beto não sabia o que queria colecionar. Todo mundo tinha uma coleção que guardava com muito carinho e ele precisava logo escolher a sua. O Colecionador de Segredos é um livro sobre a vida e a busca pela felicidade. Esse livro é muito legal!
 
 Capitão cueca e o ataque das privadas falantes
 

 

 
Este livro é sobre dois meninos chamados Jorge e Haroldo que com suas travessuras acabaram com a exposição de ciência da escola. Além disso, eles criaram um exército de diabólicas privadas falantes, cujo o único objetivo é dominar o mundo! Só mesmo o Capitão Cueca poderá salvá-los. Será?
 
 
 

domingo, 19 de agosto de 2012

A LENDA DO SOL E A LUA

A LENDA DO SOL E A LUA 

Quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e
a partir daí começaram a viver um grande amor.
Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então
toque final ...o brilho !
Ficou decidido também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados.
Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.
A Lua foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária.
O Sol por sua vez havia ganhado um título de nobreza "ASTRO REI", mas isso também não o fez feliz.
Deus então chamou-os e explicou-lhes: Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio.
Você Lua , iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados.
Quanto a você Sol , será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o
dia, fornecendo calor aos seres vivos.
A Lua entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio...já o Sol ao vê-la
sofrer tanto decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.
No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a ELE:
"Senhor, ajude a Lua . Ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão!"
E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.
A Lua sempre que está muito triste recorre as estrelas que fazem de tudo para consolá-la,
mas quase sempre não conseguem.
Hoje eles vivem assim....separados, o Sol finge que é feliz, a Lua não consegue esconder
sua tristeza.
O Sol ainda esquenta uma grande paixão pela Lua . Ela, ainda vive na escuridão da saudade.
Dizem que a ordem de Deus era que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela
não consegue isso.... porque ela é mulher, e uma mulher tem fases.
Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante
nem sequer é possível ver o seu brilho.
Lua e Sol seguem seu destino, ele solitário, mas forte.
Ela acompanhada das estrelas, mas fraca.
Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível.
Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível.
Nem mesmo o da Lua e o do Sol ... e foi aí então que ele criou o eclipse.
Hoje Sol e Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer.
Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o Sol encobriu a Lua é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar.
É ao ato desse amor que se deu o nome de eclipse.
O brilho desta paixão é tão grande que é aconselhado não olhar para o céu nesse momento.
Seus olhos podem cegar de ver tanto amor.

Autor Desconhecido
 

A casa que chorava

A CASA QUE CHORAVA.

João Fernando fazia sua primeira excursão com o grupo de escoteiros mirins de sua escola.
Eram, para ele, emocionantes todas as etapas do evento: as aulas de ciências naturais, as refeições ao ar livre, as caminhadas; as noites dormidas em barracas e a proximidade com a paisagem campestre o fascinavam.
Tudo para ele era novidade.
De vez em quando, sentia saudade de seus pais Maria Helena e Fabrício e de suas irmãs Maria Cristina e Maria Inês; a estas duas havia prometido levar alguma lembrança quando voltasse.
Por esse motivo, ia olhando tudo ao seu redor, para ver se algo agradaria às duas meninas.
E foi assim que, sem se dar conta, João Fernando afastou-se do grupo. Em dado momento, deparou-se com uma casa velha, abandonada; estava vazia e suja; janelas e portas escancaradas.
Aproximou-se,bateu palmas,expiou; ali não morava ninguém e talvez há muito tempo, apoiou o braço na janela, limpou o pó com a mão e falou para si mesmo:
Não é ruim, deveria até ter sido boa; se a limpássemos, poderia servir para tomarmos aqui nossa refeição!
Passou levemente a mão sobre a parede e notou que estava molhada; olhou com mais atenção e imaginou serem lágrimas o líquido que escorria em forma de gotinhas.
Pobre casa abandonada, disse ele, quem teria feito isso? E ouviu uma resposta:
__Foi a minha dona, há muitos anos; uns treze, você nem havia nascido! João Fernando, julgando ser uma brincadeira de algum dos escoteiros, olhou para todos os lados e constatou que estava só. E a voz prosseguiu: __ Pobrezinha de minha dona, ela me cuidava tanto!...
Estas janelas, que você vê empoeiradas e carcomidas, traziam alvas cortinas que balançavam ao vento, deixando penetrar os raios do Sol durante o dia e, permitindo à noite, que a lua espiasse a singeleza daquela que para aqui veio ainda criança!
Eu era branca e perfumada pelas flores do jardim que ela cultivava e emoldurada por um belo pomar que ela plantou!
Havia pássaros no abacateiro e as flores das laranjeiras atraiam borboletas de cores variadas!
Ela era alegre e feliz e enquanto costurava sentada junto à janela, seu canto fazia inveja aos rouxinóis!
Fez uma pausa, suspirou e prosseguiu: era uma ternura a minha patroazinha: frágil, meiga...Ah, que saudade tenho dela!
Não a culpo por ter me deixado só!
Sim, porque seus pais morreram e ela se foi para a cidade morar com os tios; eles não queriam que ela vivesse só!
João Fernando estava admirado; era mesmo a velha casa que falava e eram lágrimas, sim, lágrimas o que estava molhando sua mão apoiada na janela.
A casa abandonada soluçou. Pobrezinha!, disse o menino, como eu gostaria de trazê-la de novo para você; mas, não posso, não posso! __Ninguém pode, respondeu a velha casa, e assim, eu me tornei uma sombra do passado; hoje sirvo de abrigo a bêbados e vadios!
Até o pomar está todo caído, sumido dentro do mato; os passarinhos se foram; só resta mesmo a saudade!
__Vou falar com o instrutor, disse João Fernando, poderemos limpá-la e torná-la um pouco mais agradável! Não demoro! Até logo, casinha amiga!
O garoto falou ao instrutor sobre a sua descoberta, mas nunca falaria sobre sua conversa com a velha casa; diriam que estava louco!
Quem já ouviu casa falar?
O instrutor gostou da idéia e, naquele dia, limparam a casa, o melhor que puderam; colocaram ali suas esteiras, jantaram e dormiram na velha casa, aquela noite e nas noites subsequentes.
Nosso pequeno escoteiro notou que, enquanto ocupavam a casa, ela não chorava; parecia ter esquecido, por um pouco, sua grande mágoa.
O grupo de escoteiros capinou o pomar e, com estacas, levantou os pés de frutas e fez, de modo geral, uma grande faxina.
Chegou a hora da partida e João Fernando, de propósito, deixou-se ficar um pouco para traz do grupo, para se despedir da velha casa.
Volte sempre meu amigo, disse ela, não se esqueça de mim!
E, novamente, as gotinhas escorreram pelas paredes da casinha,João Fernando molhou os dedos naquelas lágrimas e estendo a mão, prometeu:
__Não a esquecerei, palavra de escoteiro!
E o nosso pequeno escoteiro não acabava mais de narrar, aos pais e às irmãs, tudo o que havia visto e aprendido.
Depois, dedicou-se a convencê-los a irem conhecer o maravilhoso achado, onde poderiam construir a casa de campo que estavam planejando.
Tanto insistiu, que num fim de semana, lá se foi a família, a conhecer o sítio onde o garoto acampara.
Antes de partirem, o menino, que não conseguia mais guardar segredo, contou à mãe sobre a sua conversa com a velha casa.
__Mamãe, disse ele, você acredita que estou louco; casas não falam, não é mesmo?
Maria Helena estava pensativa, mas procurou tranqüilizar o filho:
Não se preocupe, meu filho, aos onze anos, costumamos sonhar e sonhos tão bonitos que podem parecer realidade!
Ele sabia que não era sonho, mas pediu à mãe que nada dissesse a seu pai.
Ao chegarem ao local, João Fernando puxou a mãe pelo braço, fazendo-a correr com ele, na frente do pai e das irmãs; queria que ela fosse a primeira a conhecer a casa que chorava.
E a velha casa estava a verter lágrimas por toda a fachada.
João Fernando parou admirado, enquanto Maria Helena se aproximou e beijou delicadamente os batentes da porta e da janela, enquanto o filho a ouvia conversar com uma velha e conhecida amiga: Meu velho lar querido, meu amado e antigo lar, eu sabia que um dia voltaria para você; agora nunca mais a deixarei, nunca! nunca! João Fernando abraçou-se à mãe. Mamãe!
Era você então, a amada dona desta velha casa?
É você por quem ela chora e por quem espera?
Sim, filho, você já sabe; deve ficar entre nós! Perceberam, então, que a velha casa já não mais chorava; estava feliz.
Maria Helena e Fabrício construíram ali uma bela casa, conservando a velha casinha que fora restaurada e embelezada ainda mais que outrora. Era lá que Maria Helena fazia seus trabalhos de agulhas e onde as crianças estudavam e brincavam.
Quem passa hoje em dia pela estrada, de longe pode ver as brancas cortinas nas janelas balançando ao vento e, à noite, a lua entrando novamente pelas frestas.
As flores e os pássaros são o seu mais belo adorno.
As laranjeiras novamente florescem, exalando seu perfume; o abacateiro reergueu-se e todo ano enche-se de frutos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Gostar de ler

Veja a seguir, As Nove Pequenas Coisas que os Pais, Avós, Professores e outros parentes dispostos a ajudar, podem fazer para auxiliar as Crianças a aprenderem e a criar gosto pela leitura.
 

  1. Leia em Voz Alta, para seu filho diariamente. Do nascimento até os seis meses, ele provávelmente não vai entender nada do que você está lendo, mas tudo bem assim mesmo.
    A idéia é que ele fique familiarizado com o som de sua voz e se acostume a ver e a tocar em Livros.
  2. Para começar, use Livros Ilustrados sem textos ou com bem poucas palavras. Aponte para as cores e figuras e diga seus nomes. Livros simples podem ensinar a criança coisas que mais tarde vão ajudá-la a aprender a ler.
    Por exemplo, ela aprenderá sobre a estrutura da linguagem - que existem espaços entre as palavras e que a escrita vai da esquerda para a direita.
  3. Conte Histórias. Encoraje sua criança a fazer perguntas e a falar sobre a história que acabou de ouvir. Pergunte-lhe se pode adivinhar o que vai acontecer em seguida conforme for contando a história, com os personagens ou coisas da trama. Aponte para as coisas no livro que ela possa associar com o seu dia a dia. "Veja este desenho de macaco. Você lembra do macaco que vimos no Circo?"
  4. Procure por Programas de Leitura. Se você não for um bom leitor, programas voluntários ou governamentais, na sua comunidade ou cidade, voltados para o desenvolvimento da leitura, lhe darão a oportunidade de melhorar sua própria leitura ou então ler para seu filho. Amigos e parentes podem também ler para seu filho, e também pessoas voluntárias que na maioria dos centros comunitários ou outras instituições estão disponíveis e gostam de fazer isso.
  5. Compre um Dicionário Infantil. Procure por um que tenha figuras ao lado das palavras. Então começe a desenvolver o hábito de brincando com a criança, provocá-la dizendo frases tais como: "Vamos descobrir o que isto significa?"
  6. Faça com que Materiais de Escrever, tais como lápis, giz de cera, lápis coloridos, canetas, etc, estejam sempre disponíveis e a vista de todos.
  7. Procure assistir programas Educativos na TV e Vídeo. Programas infantis onde a criança possa se divertir, aprender o alfabeto e os sons de cada letra.
  8. Visite com frequencia uma Biblioteca. Começe fazendo visitas semanais à biblioteca ou livraria quando seu filho for ainda muito pequeno. Se possível cuide para que ele tenha seu próprio cartão de acesso e empréstimo de livros. Muitas bibliotecas permitem que crianças tenham seus próprios cartões personalizados com seu nome impresso, caso ela queira, exigindo apenas que um adulto seja o responsável e assine por ela.
  9. Leia você mesmo. O que você faz serve de exemplo para o seu filho.